segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Aos novos companheiros..."

       Entre as tantas maneiras de expressões do ser humano no seio das sociedades, e somente nestes arranjos pode o homem se ver realizado em suas tarefas, ora concebíveis, ora não, nos vemos em meio a um turbilhão de informações das mais diversas direções que encabeçam os movimentos da sociedade, e acabamos por nos identificar com algo. 
    Essa tal empatia conduzindo à identificação é fruto de todo um histórico político, social e econômico (e religioso também!), bem maior do que imaginamos, pois, as vozes sociais que defendemos estão tão bem relacionadas à maneira com a qual vivenciamos os valores que nos foram apresentados em nossa infância quanto ao modo com o qual passamos a entender a dinâmica social quando já podemos dizer que somos adultos.
        Um grito daqui, um insurgente acolá, e aos poucos vamos descobrindo e revelando que as inquietações que nos movem também são o ponto de partida de um "punhado" de gente ora distante, ora bem próximos à nossa geografia vital.

Ramiro Teixeira.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Proibições... ou ...?"

É Proibido- Pablo Neruda

"É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam"

(...)

sábado, 14 de janeiro de 2012

"Sugestões..."

         "Um bom livro pra ler?"
      
      Este foi o que podemos chamar de "pedido de sugestão" de uma amiga colocado (ou postado) hoje em uma das redes sociais mais "visitadas" ultimamente. Ora, estamos em um período de férias universitárias, ao menos na Federal do Rio Grande do Norte, e muitos alunos apelam para diversas soluções como fuga do tão "temido" ócio (nesse sentido como "nada pra fazer" ou mesmo "preguiça") após um cansativo e longo semestre de estudos com prazos apertados.
         A primeira resposta que ela obteve foi: "Vai depender muito do tipo de leitura que você gosta...". De fato, nos encontramos no receio de sugerir algo cujo conteúdo corra o risco de não satisfazer os desejos de quem o recebe ou pede, seja por um tipo de leitura da qual não aprecie ou por qualquer outro motivo. Porém, penso que quando alguém faz um pedido desses é justamente para experimentar o que ainda não faz parte de seu mundo, nesse caso, literário, e para não se privar do ânimo de encarar algo desconhecido, mesmo que não o goste a princípio.
         O que é bom para mim pode não sê-lo para outrem, mas quando li este "Um bom livro pra ler?", o primeiro que me veio à frente imaginariamente dos meus olhos foi "Cem anos de solidão", de Gabriel Garcia Marquez, e que talvez de cara já crie um certo afastamento pelo título, e não serei eu a desmistificar a história do livro apenas pelo simples fato de ele trazer a suposição de um conto enfadonho, o que de fato não é.
Ramiro Teixeira.        

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"A uma atriz, Castro Alves..."

Branco cisne que vogavas
Das harmonias do mar,
Pomba errante de outros climas,
Viestes aos cerros pousar.
Inda bem. Sob os palmares,
Na voz do condor, dos mares,
Das cerranias, dos céus...
Sente o homem - que é poeta.
Sente o vate - que é profeta
Sente o profeta - que é Deus

Há alguma cousa de grande
Deste mundo de amplitidão,
Como que a face do Eterno
Palpita na criação...
E o homem que olha o deserto,
Diz consigo: "Deus 'stá perto
Que a grandeza é o criador".
E, sob as paternas vistas,
Larga rédeas às conquistas,
Pede as asas ao condor.

Inda bem. A glória é isto...
É ser tudo... é ser qual Deus...
Agitar as selvas d'alma
Ao sopro dos lábios teus...
Dizer ao peito - suspira!
Dizer à mente - delira!
A glória inda é mais: É ver
Homens, que tremem - se tremes!
Homens, que gemes - se gemes!
Que morrem - se vais morrer!

(...)

Espumas flutuantes, p. 140.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Um pedido, um desejo, uma cor..."

        Bom, depois do fim de semana coincidente com as festas do Natal, passamos pela última semana do ano e pelos preparativos das festividades do dia 31 e para a chegada do dia primeiro do ano a ser parido. E como diz (e provavelmente mal "interpretando") a Bíblia, a humanidade sofre as dores de um parto sem saber o que lhe caberá no porvir. Talvez seja por isso (pela não certeza do que virá) que muitos projetam nas cores do último vestuário do ano seus desejos para o próximo período.
        Dinheiro, amor, saúde e paz, não necessariamente nessa ordem, cada um com sua cor correspondente diante da importância causal e casual na vida das pessoas. Crentes disso ou não, o fato é que muitos tentam a sorte na virada, se der certo, ótimo; se não, no próximo réveillon troca-se... o pedido, a tentativa, a fórmula etc.

Ramiro Teixeira.