terça-feira, 14 de junho de 2011

"Comentários para os estudantes..."

     E nessas indas e vindas, com discursos dos mais variados argumentos e defesas de ambas as partes, ora honestos, ora vitimizados; muitos deixam seus comentários sobre um dos mais polêmicos e recentes atos da política natalense, desta vez tocada pelos estudantes, e não poderia deixar de dizer, estudantes não golpistas, ao contrário do que afirmou nossa então prefeita Micarla Araújo de Souza Weber.
     Segue o link do blog do professor Edmilson, do departamento de Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"Pressa, risco e riso..."

"Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção
(...) 
Não quero o que a cabeça pensa eu quero o que a alma deseja
(...)
Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar

(...)
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
(...)
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver
Meu bem, mas quando a vida nos violentar
Pediremos ao bom Deus que nos ajude
Falaremos para a vida: 'Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil'

(...)
E esse jeito de deixar sempre de lado a certeza
E arriscar tudo de novo com paixão
Andar caminho errado pela simples alegria de ser
Meu bem, vem viver comigo, vem correr perigo

(...)"

Mais um recorte de uma letra de música de Belchior (Coração Selvagem)!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"...se não mata, fere..."

     Na última quarta-feira, 01 de junho, houve mais uma passeata dos estudantes da cidade administrada pela então prefeita Micarla Araújo de Sousa Weber.
       A manifestação, ou seja lá qual nome atribuam ao ato de descontentamento com a atuação da gestão política em nossa cidade (se bem que esse descaso não é tão recente assim), ganhou boa repercussão entre os atores políticos mais ativos na sociedade, salvo alguns poucos que souberam do ocorrido pelas mais variadas fontes (televisivas, rádio, internet, amigos ou mesmo que viram a multidão paralisando algumas avenidas da Natal).
    Curiosas são as opiniões de alguns daqueles não participantes da ação, despertando minha reflexão: ao voltar para casa depois da passeata, ouvi uns comentários sobre o acontecido. Ora, um rapaz conversando com um amigo sobre seu trabalho, falando como estava sendo explorado por seus patrão. O tal rapaz é um vendedor, não sei em qual loja, universitário de uma instituição privada.
      No seu relato dizia que a imposição da empresa na qual estava trabalhando era ele vender produtos totalizando R$ 30.000(trinta mil reais) ao fim do mês, ou seja mais de R$ 2.000(dois mil) por dia, pois, contando com suas folgas semanais, ele não labuta todos os dias no mês, e tem que compensar o não-vendido com vendas adicionais nos dias trabalhados, caso contrário seria demitido; já na sua faculdade, relatava professores totalmente apáticos quanto ao ensino em sala de aula. Não entrando no mérito de cada discussão nem na ação valorativa do mercado privado, mas o tal rapaz juntamente com seu amigo chegou a dizer: 

"ainda por cima numa hora dessas o trânsito engarrafado por causa desse povo que não tem o que fazer e vai protestar, como se fosse tirar Micarla do poder".

     Me pergunto, se não for pela conscientização política levada à população, reivindicando por seus direitos, pois se há protesto, subentende-se, algumas medidas gestoras nas políticas(públicas) não estão suficientes nem cumprido com a palavra lançada em campanha eleitoral, qual será o modo pelo qual se chegará a uma equidade política e social? Pois, ao pensar que ficar resmungando e atendendo aos R$ 30.000 ou R$ 60.000 do patrão e suportando o descaso com a educação resolverá tal situação ou pelo menos assegurando o seu "pé-de-meia", creia que haverá outra maneira de você ser mais explorado frente a novas situações individuais erroneamente encaradas como subir na vida após um diploma universitário ou com um salário para pagar a prestação de um carro financiado em 36, 48 ou 50 meses.
      Infelizmente, o sistema político implantado atualmente tirou os principais valores sociais de direitos para a população, deixando-a vendada e a mercer de princípios capitais de exploração, nos quais só nos restaria acatar ordens dos proprietários do mercado e esperar pela próxima eleição.
Muito mais que criticar quem está lutando pela melhoria do sistema político e social da cidade, como se nada pudesse mudar, seria mais salutar refletir sobre como está sendo de fato gerenciada sua cidade.
     E pior, pessoas conhecedoras da luta dos estudantes e universitários também estão deturpando a identidade dos contestadores com predicados deturpadores.
Se não conseguimos tirar o mal gestor do poder, ao menos sua gestão será marcada pela exposição da insatisfação do povo, cada vez mais com oportunidades de serem conscientizados.

Ramiro Teixeira.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Impostos e todos felizes para sempre..."

     Nos expliquem os economistas: inflação, impostos, dedução, investimentos.
   Realmente, os governos municipal, estadual e federal, precisam arrecadar tributos para administrarem suas respectivas jurisdições. Localidades muito bem servidas dos investimentos governamentais. Ora, basta boa vontade para enxergarmos a quantidade de beneficíos construídos nas nossas cidades, diga-se de passagem, muito boa vontade.
   Ora, muito embora o Brasil esteja elencado como um dos países mais cobradores de impostos(e acredite, Jesus não virá para mandar "Zaqueu" descer da árvore novamente), não conseguimos ver essa quantidade, muito menos qualidade, de trabalho nas gestões públicas.
     Porém, e essa ressalva é de extrema importância, foi determinado por lei um dia específico(25/05) para os brasileiros comprarem os produtos com preços livres dos impostos. Hummmm, descontos de até 30% no valor habitual, e nós ficamos imensamente felizes por esta colher-de-chá para economizarmos nosso dinheirinho suado.
    Escolhamos, pois, investimentos nas cidades((através de muita, mas muita mesmo, luta política e social), uma dia com produtos mais baratos, porém com 1/4 do vencimento anual(é isso que pagamos de impostos) jogados nos "cofres" públicos sem retorno para a população...

Ramiro Teixeira.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Uma onda (política) em Natal..."

     "Um espectro ronda a Europa", assim começa o Manifesto Comunista de Marx e Engels de 1848, a "ameaça" comunista, a imagem de algo em formação a ponto de causar certas apreensões naqueles a ditarem a ordem até então vigente. 
    Com todas as proporções devidamente guardadas e, ainda mais, não comparando as situações, até porque são tempos e racionalidades com seus contextos e peculiaridade próprias, mas a atual administração da prefeitura da cidade do Natal deveria se preocupar um pouquinho que seja com a "onda" causada por suas medidas, sejam na educação, na saúde, no transporte, no turismo, na (in)segurança, na cultura, ou nas propagandas veiculadas por alguns segmentos da  mídia potiguar, atuações desencadeadoras de fortes críticas e descontentamentos, poderia até dizer, geradoras de inconformismos exaltados.
     Ora, qualquer cenário de desregramento, desordem, não funcionamento, na cidade é atribuído à prefeitura. Pudera, espera-se de quem foi eleito pelo povo nas urnas a responsabilidade de promover direitos(e não apenas cobrar os deveres) adquiridos pela população ao longo de uma história extremamente violenta e desigual politicamente. Porém, não é isso contemplado no dia-a-dia(sabemos também que o problema da má administração não é regalia somente de Natal, nem do atual governo) de um dos destinos mais procurados no Nordeste por casais em lua-de-mel, segundo reportagem de jornal a nível nacional nas últimas semanas.
     Com a tomada de consciência dos natalenses, ainda em minoria, de fato, porém, em crescente quantidade e qualidade, o tal "espectro a rondar Natal" deveria ser levado um pouquinho mais a sério, inclusive pelos que ainda não aderiram a campanha pela cidade!
     A população está mais presente nas reivindicações sociais, indivíduos estão cada vez mais expondo suas teses contestatórias, por exemplo, a professora Amanda Gurgel.

2012 é ano de eleição!

Ramiro Teixeira.