domingo, 15 de novembro de 2009

"A república..."

     Há exatos 120 anos era vivida a Proclamação da República. Essa forma de governo designa algo direcionado a todos. Pelo menos era esse um dos pensamentos que regiam uma minoria "elite" brasileira, que lutava para defender seus interesses...contra a arbritariedade imperial, no caso. Bem, se essa estrutura executiva contempla a todos mesmo, é oura história. O fato é que precisamos, estando desta vez do lado majoritário, ir em busca dos próprios objetivos.
     Ora, cada um sabendo o que lhe é favorável, fica bem mais fácil tal trajetória. Quando conhecemos nossos direitos, sem esquecer os deveres; onde estão as falhas e como corrigi-las, é possível uma virada na situação.
     Sim, porque "ficar na janela para ver a banda passar", se acostumando com tudo que ela toca, é o mesmo que reviver o "pão e circo" romano. Um pouco de consciência individual para agir socialmente não há de fazer mal a ninguém. No entanto, são tantas as preocupações em "ter isso, ter aquilo", ter status, que por vezes não me admira a mesquinharia tão vigente em nossa "democracia". Está bem, e os alimentos e roupas arrecadados em campanhas de fim de ano? Certo, mas não acredito que as pessoas vivem apenas com isso. E a dignidade?
     Dignidade é algo do qual todos deveriam gozar, porém, não são muitos que têm oportunidade para tê-la. Sendo assim, há algo de errado em nosso movimento republicano, pois é excludente.
    Comecemos, então, a priorizar a cidadania. Uma República deve assegurar os direitos políticos e civis de seus cidadãos. E me arriscaria a dizer que esses direitos começam com uma boa educação.

Ramiro Teixeira.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"Muros de Berlim..."

     Há 20 anos caía o "Muro de Berlim", 09/11/1989, e supostamente a barreira mais gritante do século XX, divisor dos ideais políticos, econômicos, culturais e sociais. A disputa entre o capitalismo e o socialismo pelo controle mundial, cada um pregando sua ordem como a salvacionista.
    Imagino como as pessoas agiram ao se depararem com a "estrada livre". E mais, com a liberdade de exprimir o que lhes tocava, tudo aquilo que há muito estava guardado, não apenas pelo concreto, mas, pela nuvem autoritária sobre suas cabeças impondo-lhes o regime que deveriam seguir; a oportunidade de reencontrar aqueles que fizeram parte de suas vidas, a satisfação de algo novo. No entanto, não é em política propriamente dita que quero falar.
     Como canta Belchior: "quero uma balada nova..." e como é gratificante ver os muros caindo, os regimes suplantados, ideologias surgindo. Tudo isso torna o indivíduo sentir em si mesmo que deve mudar, e essa mudança traz benefícios, traz alívio, traz expectativas.
     A história "é feita" de conquistas, e quantos homens lutaram pelos direitos que temos hoje, acreditaram em seus ideais comuns com os de outros, sem gozar de hegemonia, porque não existe algo perfeito para todos, e se houvesse, começaria pelo respeito mútuo, base de qualquer relação...quem dera fôssemos claros o bastante para compreender que não precisa-se de imposição para viver longe de ameaças. E como nem tudo é completo ou exato, começaria indicando as letras de um tal Belchior!

Ramiro Teixeira.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Muros do país"...

       Às vezes me pego imaginando o que Belchior quis(quer) dizer com o "eu prefiro andar sozinho", na música, sei lá...mesmo com o contexto de sua obra, não me arriscaria a dizer que foi por causa da ditadura, ainda que tenha sido. Enfim...
     O fato não se esconde em desdenhar o "braço" de outra pessoa, mas expressa-se no que diz respeito ao próprio ser humano ter capacidade de escolher seu caminho, sem que tenha que dar crédito ao que todos dizem e acreditam, menos ele mesmo. Seguir aquilo que seu coração suscita, porque nos direcionamos tanto para o que as pessoas nos apontam, que por vezes é preciso "gritar", como a música. Não, não se trata de individualismo, mas, de ter as próprias convicções! Vê-se as coisas um tanto quanto "paradas", sem uma reação mais enérgica dos indivíduos, sem propósitos reais em boa parte da juventude. Me pergunto se o sentimento que fez com que muitos lutassem contra um tal regime sumiu entre os que têm forças para reivindicar os direitos adquiridos...muitos sonhos ainda podem ser alcançados("...porque bate lá meu coração...")
     Ora, se "a felicidade é uma arma quente", é para nos fazer mais fortes na busca dos objetivos. Ao mesmo tempo, esse "caminho"(os muros do país) vai ganhando nossa forma, nossos sonhos, nossas letras, nossas verdades, ainda que o tempo nos molde, pois nos ensina a usar melhor o que acumulamos. E se fomos leais ao que buscamos, sendo também a nós mesmos, teremos muita coisa boa a deixar por esses muros, que cercam tudo por onde as pessoas andam e estão a cobrir novos horizontes e perspectivas alheias. Passarão não mais a separar, mas a dar certeza de que sempre há um novo, não como ameaça. Como sociedade!

Ramiro Teixeira.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"Dia dos professores..."

     "Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano."
     Comemoram-se muitas datas, no entanto nem sempre sabe-se o valor e o propósito de tantas. Não menos importante é dar o valor devido a esses profissionais, dos quais dependem todos os outros. Afinal de contas, médicos, engenheiros, advogados e também professores(são os mais "populares", mas incluiria muitos outros ainda!) passaram pelo aprendizado de seus professores, ou mestres, como queiram.
      Ora, se "há maior felicidade em dar que receber", é, então, uma vida cheia de realizações. Passam a ter considerável parcela na formação social, e, quando assumem seu verdadeiro papel, de educador, podem sim transformar a sociedade, porque fomentam valores indispensáveis ao ser humano. Não esquecendo que eles são seres humanos, e, portanto, também erram, como qualquer outro.
    Um muito obrigado aos professores que eu tive...logicamente que tenho vários nomes de cabeça, porém, não me arriscaria a citar alguns...sucesso a todos!(seria bom se algum lesse isso!)

Ramiro Teixeira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

"Pluralidade..."

     Ora, em meio à "democracia que vivemos", podemos encontrar toda e qualquer tipo de produção, seja cultural, artística, profissional, amadora etc. Vemos também as diferentes maneiras de reação do ser humano quanto às diretrizes que a sociedade toma por norte. São as mais diversas formas de expressões, religiosa e política, por exemplos, que dominam em massa a ponto de a tal "democracia" deixar de lado uma de suas principais "armas"(a liberdade!).
     A pluralidade, e não seria redundante dizer na sua mais abrangente definição, torna mais rica as relações sociais. Pena que ainda muitos não se permitiram o "luxo" de conviver de forma amigável e verdadeira, no mínimo tolerável, com seus dissidentes. Afinal de contas, como diz o Diácono Nelsinho Correa(da Comunidade Canção Nova, Cachoeira Paulista-SP): "as diferenças não são barreiras, e sim, riquezas"...(ah! eu demorei um bom tempo para concordar com isso!).
    Certa vez eu participei de um congresso de âmbito nacional da Igreja Católica, e pude perceber, entre outras, duas coisas: 1ª mesmo dentro de uma esfera comum, há muitas diferenças...2ª com as diferenças aprende-se a ceder sem perder a própria identidade.
      Não, não estou tratando de ecumenismo cristão, que é um ótimo tema, por sinal. Mas, de convivência humana apenas, mesmo por que o cristianismo é uma linha em meio a tantas outras, seria um tanto quanto egoísta falar disso nesse momento. E não é válido tornar escravo a meu bel-prazer aquele que não quer a "liberdade" igual à minha e procura "escravidão" diferente da qual me escondo...desde que haja respeito e tolerância entre as pessoas, é perfeitamente louvável a crença alheia...quando tal grupo entende que não é o único, tudo isso se torna bem mais fácil, quando não se prende a meras regras nem a propósitos incabíveis, o trato torna-se singular e possibilita a diversificação da qual tanto precisamos e a qual tanto buscamos.


Ramiro Teixeira.